quinta-feira, 19 de março de 2009

uma noite na UFMG...

Sento-me para assitir a uma apresentação artística: companhia de música e dança, típica dos ambientes universitários. Uma coisa meio new age misturada com um patriotismo reforçado de tradições negras e indígenas. Tipo de coisa bem interessante (pelo lado temático), mas ao mesmo tempo pedante (por sua execução artística). Teria partido para minha aula, mas alguém, no entanto, me prendeu em fascinação: uma das dançarinas, vestida num leve vestido negro e amarelo.
Suas coxas, firmes e torneadas, pulsam com energia: ora firmes e severas, feitas de nervo e músculo, ora macias e flexíveis como doce de leite. Nunca perdem o ritmo, aquelas pernas maravilhosas, sempre obedecendo à seca batida dos tambores, acompanhando hipnoticamente as batidas da mãe áfrica intercaladas de temperos tupiniquins. Exemplo máximo da beleza feminina, perfeita e explosiva, vibrando com erotismo inato, seus cabelos negros e ondulados rodopiam selvagens por sobre seus ombros. Estampado em sua linda face, firme e feminina, vejo o sorriso: branco como pérolas, singelo e sincero como a exclamação de uma criança. Seu corpo curvilíneo, macio moreno e firme, tem a urgência de um crime.
Gostaria de transmitir a ela tudo isso sem parecer um pervertido ou uma cópia fajuta e nojenta de Vinicius de Moraes. Mas isso, ao que me parece, está fora de meu limitado alcance... portanto, contento-me em levantar e a atirar àquele magnífico par de coxas um último olhar luxurioso.

Ai ai, agora pra aula de Alemão...

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