Meus olhos te procuram, mas não te encontram. Escuto seu riso, forte e sincero, e me sinto feliz, mas é uma felicidade etérea, vaga; uma neblina deslizando sobre a água... não sei como comunicar o que realmente sinto, tenho medo. Já perdi o amor uma vez, não quero jamais espantar a amizade... mas no meu peito, bem lá no fundo, alguma coisa tem que se pronunciar. O gnomozinho do inferno, que traz as chamas incandescentes da paixão, paixão insatisfeita, não correspondida, reprimida, sumida.
Vou pegar o trem para outra cidade, como diziam os velhos bluesmen. Fujo de não sei o que; fujo de todos e de tudo. Tenho que correr, tenho que me entregar a minha grande fraqueza. Parece que não posso mais amar as pessoas que amo... me sinto oco e vazio, incapaz de muita coisa a não ser sentar e esperar a existência passar devagarzinho, arrastando-se de miséria em miséria.
Não sei dizer adeus. Não consigo deixar para trás as pessoas que amo. Acredito que o amor e a amizade não se perdem com a distância física, mas sim com o desleixo emocional. Sinto que logo perderei as pessoas que mais me encantam... pois elas já me abandonaram antes mesmo d’eu partir.
Mesmo assim, amo todos vocês motherfuckers que já me fizeram rir e aproveitar a vida do jeito mais bêbado, porco e sincero possível!
LOVE,
Kréudionôrius
ps:
the road goes ever on and on,
down from the door where it began.
now far ahead the Road has gone,
and I must follow, if i can,
Pursuing it with weary feet,
Until it joins some larger way
Where many paths and errands meet,
and whither then? i cannot say.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
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